segunda-feira, 28 de março de 2011

Como é bom uma garota bem arrumada

Eu ando muito pela rua. Vou ao trabalho assim e gosto, prefiro. De carro não aproveitamos nada do que a cidade oferece. Gosto de andar para ver as pessoas. Essas pessoas, essas garotas, em especial. E não importa o lugar, pode ser tanto na Avenida Paulista quanto em um trem às seis e meia da noite ou no mercado do bairro ao final do dia... lá está ela, impecável.

Tem muito cara por aí que não liga muito, mas ah, como eu gosto de uma garota que se veste bem. Isso diz tanto sobre ela, que não tem como não gostar. Na verdade, não estou falando só de roupas e acessórios. Tudo conta. É o bom gosto que faz a diferença. Um vestido bem escolhido, um perfume delicioso, uma tatuagem bacana, um cabelo bem cuidado... quando vejo uma garota assim, automaticamente eu presto atenção nela, em cada movimento, em cada gesto.

Uma garota bem arrumada tem um valor que vai muito além da aparência. Duvido muito, por exemplo, que uma pessoa que seja inteligente, bacana, divertida, culta... tenha mau gosto. Simplesmente não encaixa. Isso reflete na hora de se vestir. Veja que não precisa ser uma roupa cara ou muito chique. É como cozinhar: segredo está nos detalhes. Além disso, quem se dá ao trabalho de escolher uma roupa legal, de cuidar do corpo, da pele, dos cabelos, tem um amor próprio elevado. E auto-estima elevada é viciante, é sedutor. Gosto muito de gente assim. A garota precisa ter consciência do valor que ela tem, e externalizar isso. Assim, ela fica irresistível.

Obviamente, o oposto de tudo o que falei também vale. Se a garota é desleixada, não cuida de si, fuma... tudo isso acaba com a imagem. E com uma imagem estragada, não dá pra pensar coisas boas dela e muito menos sentir algum tipo de atração, de vontade de conhecer.

Pode ser que essa opinião não seja unânime entre os homens, pois sempre tem alguns com o nível de exigência mais baixo. Mas na minha opinião, não tem como resistir a uma menina bem cuidada. Talvez eu seja exigente demais, talvez esse seja um tipo de garota em extinção... mesmo assim, continuo a minha busca. Eu não sei qual delas vai ser, mas eu sei que quando eu conhecer o amor da minha vida, ela será exatamente assim.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que é machismo, afinal?

O termo machismo usado na língua portuguesa é definido como sendo a idéia de o sexo masculino ser superior ao feminino, e muitas variações disso. Se algo que escrevi antes tenha soado nesse sentido, não foi a minha intenção. Eu não acredito que algum dos sexos seja superior ao outro. O que acredito é que são diferentes.

O homem é um ser que é naturalmente mais forte, mais centrado. A mulher tem maior sensibilidade, maior percepção. Em trajes de gala, o homem se veste com cores neutras e escuras geralmente, enquanto a mulher usa vestidos coloridos, brilhantes, exuberantes. Na dança de salão, o homem faz uma dança mais sóbrea, chamando pouca atenção. A missão dele é conduzir a mulher, e esta sim faz toda a beleza aparecer: girando com o corpo, movendo os braços e as pernas e tornando a dança um espetáculo por si só. Essa combinação de um ser firme, estático, forte e um ser maleável, esguio, belo, é uma combinação perfeita. Eu gosto de usar um exemplo onde diz que o homem é o leito de um rio e a mulher é a água que corre por ele. O homem é firme, forte e conduz a mulher, mas é ela que dá vida, energia e graça ao rio.

Nada disso é machismo. Ambos os sexos são complementares, como Ying e Yang. Existe um conceito que classifica os cérebros humanos em uma escala, sendo que em uma ponta está o cérebro extremamente masculino e na outra o totalmente feminino. Um desses testes pode ser feito aqui (em inglês). Quando a pessoa é muito masculina ela atrai e sente atração pelo oposto, ou seja, por uma pessoa muito feminina. E os neutros também se atraem entre si. Eu sou muito masculino, quase no extremo da escala, e isso fica evidente nas coisas que escrevo. Ser masculino não quer dizer ser machista. Eu só acredito que há coisas no mundo que são masculinas e outras que são femininas.

Eu gosto de levar uma garota para jantar e pagar a conta, de dirigir e abrir a porta do carro, de protegê-la, de guiá-la, fazer uma surpresa, fazê-la vivenciar alguma experiência incrível, cozinhar para ela, decidir onde vamos jantar, pra onde vamos sair, fazer os planos e organizar a viagem, tomar as atitudes, as decisões... enfim. Não que ela não seja capaz! Provavelmente o é em quase todos os casos. E se ela realmente quiser fazer algo do jeito dela, ótimo, sou aberto a esse ponto. Mas tudo isso são cortesias que eu faço, gosto de fazer, e sei que uma garota feminina também gosta de receber. Assim como eu também espero que ela exerça seu lado feminino: adoro mulher que tem cabelos compridos, que se veste bem, que cheira bem, que tem uma voz suave, que é meiga, carinhosa, que gosta de me seduzir, de me provocar, até gosto quando ela tem os seus pitis... ou seja, gosto quando ela é mulher de verdade.

Quando eu digo que sou antiquado, que não gosto de mulheres "independentes", é disso que estou falando. Não quero que ela dependa de mim pra tudo, não sou uma babá. Acho importante ela saber fazer as coisas, saber cuidar de si, de se virar. Mas também acho que é saudável para a relação o homem ter o papel do homem e a mulher o da mulher. Isso não é ser machista, pois ninguém está sendo melhor do que ninguém. O que eu quero é deixar a mulher sempre livre das tarefas masculinas e assim permitir que ela seja o mais feminina possível, pois pra mim isso é simplesmente maravilhoso. Eu gosto de mulher, feminina, mulher de verdade.


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sexta-feira, 4 de março de 2011

Vanilla Sky

O título deste post remete ao filme Vanilla Sky (que por sua vez remete ao quadro de Monet, ao lado), mas aqui vou falar sobre o filme. Na verdade, não tanto sobre o filme, mas sobre uma passagem dele. Há uma cena onde acontece o seguinte diálogo:

Dr. Curtis McCabe: And you didn't immediately wanna sleep with her? E você não quis dormir com ela imediatamente?
David (Tom Cruise): Well, you know, I'm a pleasure delayer. Bem, você sabe, eu sou um pleasure delayer.

Pleasure delayer, nesse contexto, quer dizer que o David é um cara que não tem pressa. Que gosta de ir devagar, ao invés de já tentar arrastar a menina para a cama logo no primeiro encontro, o que no filme acontece logo depois de uma festa onde eles se conhecem. Ou seja, nem um encontro oficial é.

Esse filme é um dos meus favoritos de todos os tempos, e não é à toa. Me identifico muito com esse conceito de pleasure delayer. Conversando com uma amiga esses dias contei para ela que eu perco o interesse na garota quando acontece tudo muito rápido e ela riu de mim. Mas sinceramente, nem ligo. É como se eu precisasse de um tempo de maturação, para amadurecer os sentimentos. Nisso eu gosto do tipo de relacionamento de filmes americanos. Você conhece a garota em um dia, acha ela muito bacana e fica empolgado. Mas o ideal é não rolar nada, no máximo uma sensação de conexão forte com a pessoa. Aí pego o telefone dela (porque qualquer outra coisa como e-mail, msn, facebook são muito impessoais e frias), depois de alguns dias ligo e marcamos de sair. E aí a coisa começa a ficar legal.

O homem precisa do sentimento de conquista. E quanto mais trabalho der, mais valioso vai ser o resultado final. Na prática isso se traduz em uma relação que deve acontecer aos poucos, de forma sutil. A maioria das mulheres já tem um jeito natural de dificultar as coisas, mas é bom quando também acontece do lado do homem. Aliás, quando a gente não vai com tanta sede ao pote, muitas vezes isso as deixa meio loucas e elas é que acabam vindo pra cima, por exemplo como essa menina do BBB fez. Enfim, é esse jogo de puxa e empurra que deixa as coisas interessantes. Tudo que vem fácil, vai fácil.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O fim do romantismo

Na última vez que fui para a balada aconteceu algo que já aconteceu muitas outras vezes com muitas outras pessoas. Durante à noite, depois de alguns drinks, eu passava pela pista de dança e vi uma garota que já conhecia de vista. Fui lá e começamos a dançar sem dizer uma só palavra. Conforme as músicas passavam, a dança ficou mais quente até que rolou um beijo, e depois outro, e mais outro. Enfim falamos algo como: “vamos sair da pista e tomar algo no bar?”. E só depois é que começamos a realmente conversar, saber os nomes um do outro, etc. Até então eu estava curtindo a noite com uma pessoa completamente estranha.

Ficamos juntos à noite toda, conversando, beijando, e ao final da balada trocamos telefones e fomos embora, combinando de se ver na noite seguinte pois um amigo em comum iria tocar em um outro bar. E foi o que aconteceu. E ao final dessa segunda noite, eu a trouxe pra casa e ela dormiu comigo. Muita gente vai dizer: ué, até agora tudo normal. Bem, não foi assim. Não quando chegou a manhã desse segundo dia, chegou o domingo. Nada contra o domingo, poderia ser qualquer dia. E se eu tivesse bebido muito poderia ter dito que foi culpa da ressaca, mas nem de ressaca eu estava.

O que realmente aconteceu é que toda a magia e encanto que eu sentia pela garota desapareceu. Não só isso, eu cheguei a ficar incomodado com ela por perto. Como se eu estivesse sendo obrigado a estar alí e a gostar de alguém que eu mal conheço. E aí veio o motivo desse post. Me chame de antiquado, ou o que for, mas quando as coisas vão rápido dessa maneira, não funciona pra mim. Em menos de 48h (às vezes em menos de 12h) a garota está aqui, dormindo seminua ao meu lado? Como assim?

Dia desses uma colega falou assim: “se eu não fosse casada, eu daria muito em cima de você”. E eu respondi brincando: “Mas assim já? Nem vai me pagar um jantar antes?”. Parece que as pessoas mudaram, não ligam mais para como chegar lá. Desde que cheguem. Pra muitos dos meus amigos só o que conta é se eles pegaram ou não alguém na noite passada. Não importa quem é, se é uma garota bacana, qual o nome dela. E eu admito que já me comportei assim, muitas vezes por uma influência social mais do que uma vontade própria. Não tenho orgulho disso, pode ter certeza. Esse mundo moderno que prega pessoas desprendidas, casais com relacionamento aberto, mulheres independentes e que vivem “muito bem” sozinhas... não é pra mim. Eu vivo cercado de gente assim, frequento e gosto mais da noite alternativa do que da noite tradicional, mas eu não tenho isso no meu sangue.

Eu gosto de fazer as coisas do jeito certo. Conhecer, conversar, sentir aquele frio na barriga ao tocar na mão dela e sentir que ela segura de volta. Caramba, muitas vezes me pergunto porque é tão difícil se apaixonar hoje em dia. E em parte a culpa é do “hoje em dia”. O que mudou de antigamente para hoje foi exatamente a maneira como nós lidamos com relacionamentos. Fico pensando como era nos anos 50, em que um rapaz mal podia conversar direito com uma dama, quanto mais beijá-la logo na primeira vez que a vê.

Quando digo que o romantismo sumiu é porque eu vejo que não existe mais garotos e meninas como eu. Alguém que curte saborear cada momento da relação. Um cara que faz questão de ligar ao invés de mandar um sms, que convida para jantar ao invés de ir tomar uma cerveja, que abre a porta do carro, que escreve uma carta de amor, que prepara uma noite espetacular para a garota. Sim, porque não se deixa de ser cavalheiro só porque se está namorando ou casado. As pessoas se acomodaram com o conforto, com a facilidade. Pra que todo esse esforço pra ficar com alguém, não é mesmo? E isso me entristece. Meu sonho de conhecer uma garota no supermercado - como aquela cena do filme Ele Não Está Tão a Fim de Você com a Scarlett Johanson - fica cada vez mais distante. Acho que hoje se eu puxar assunto com alguma garota em algum lugar improvável, grandes são as chances de levar um olhar torto do tipo “que cara esquisito, sai daqui”. Isso faz sucesso nos filmes, mas na vida real ninguém está aberto a isso. Continuam enchendo as noites atrás de satisfação rápida regadas a entorpecentes, para ter um domingo de tédio e sentindo-se miseráveis.